Rapaz que foi acusado de cometer homicídio em Paiçandu é condenado

Foi condenado a 14 anos de prisão, Allen Raphael Alves, de 20 anos. Allen foi julgado nesta última quinta-feira (9) no Fórum de Maringá. O jovem é acusado de ter matado a tiros Flávio Viana Pinto, de 24 anos, o vulgo “Zezão”. O crime ocorreu no dia 1 de julho de 2017 na rua Pacaembu, no Jardim Alvorada, na cidade de Paiçandu. No dia do fato, Flávio foi atingido por diversos tiros de pistola calibre 380. O motivo seria por causa de mulher.

Flávio participava de um churrasco quando dois homens usando uma moto se aproximaram e efetuaram os tiros. De acordo com as testemunhas que estavam na festa, o garupa desceu da moto e descarregou a pistola em direção de Flávio. Amigos da vítima colocaram ele em um automóvel e o levaram para o Hospital São José. Devido a gravidade dos ferimentos, uma equipe do Samu com apoio do médico transportaram Flávio para o H.U de Maringá onde morreu na sequência.

No mesmo dia do crime, a PM conseguiu prender Jonatan Richard dos Santos, de 18 anos. O principal suspeito levado para a delegacia negou o crime. Dias depois, uma mulher revelou aos policiais de Paiçandu que Flávio tinha sido morto não por Jonatan e sim por Allen Raphael. A jovem teve um relacionamento com Allen. A Justiça entendeu que Jonatan que estava preso por não seria o culpado e foi colocado em liberdade.

Allen decidiu comparecer na delegacia. Ele negou participação no crime, mesmo assim dias depois foi preso por um mandado de prisão. Allen foi encaminhado para a CCM onde está preso há mais de 2 anos. No julgamento, a ex-namorada que na época fez acusação contra Allen agora foi novamente ouvida no júri. Ela disse ao Promotor de Justiça, Júlio Cesar da Silva, que não tinha certeza que Allen era o atirador, ou seja, ficou em dúvida. 

A advogada de defesa, Euriane Letiere Ferreira, disse que vai recorrer no Tribunal de Justiça pedindo a anulação do julgamento. “Meu cliente é inocente, vou pedir um novo julgamento para Allen. Vou mostrar que quem cometeu o crime de homicídio foi outra pessoa e não ele”, disse a advogada. Allen Raphael Alves saiu do plenário chorando alegando ser inocente.