Um é absolvido e outro condenado por homicídio do “Malote”

Um crime de homicídio ocorrido em 8 de dezembro do ano de 2012 teve seu desfecho no início da noite desta quarta-feira (5) no Fórum de Maringá. Dois acusados de matarem Renato Aparecido Fávaro, de 20 anos, o vulgo “Malote”, foram investigados na época e apontados como sendo responsáveis pelo crime.

Tarlan Batista Paiva, de 24 anos, que está preso por um outro crime que cometeu, foi o único a sentar no banco dos réus. Igor Alexandre Pereira Ferreira, de 24, não compareceu em seu julgamento porque está foragido por causa de um mandado de prisão.

Igor mesmo estando ausente, seu advogado de defesa, Rafael Benassi, pedia a sua absolvição. O advogado Laércio Nora Ribeiro, que defendia Tarlan, também pedia a absolvição de seu cliente. O corpo de jurados decidiu pela absolvição de Tarlan e pela condenação de Igor.

O Juiz de Direito, Rafael Altoé, que presidiu a sessão do júri, leu a sentença para o advogado de Igor. O réu Igor Alexandre foi condenado em 12 anos de prisão em regime fechado pela morte de Renato Fávaro. O advogado Rafael Benassi disse ao repórter André Almenara que vai recorrer e pedir a anulação do júri.

O caso

Renato Fávaro, de 20 anos, o vulgo “Malote”, foi morto a tiros no Jardim Dias, em Maringá. O crime aconteceu por volta das 5 horas da manhã na Avenida Morangueira, próximo ao posto Tóquio. A vítima era apontada pela Polícia Civil como um dos líderes do tráfico na Vila Morangueira e já tinha sofrido um atentado em 2010.

Populares disseram que os tiros que mataram Fávaro teriam sido disparados por ocupantes de um a moto e de um Peugeot vermelho após uma perseguição. “Malote” que pilotava uma moto de cor roxa caiu já morto com um tiro no peito.

Nenhum projétil foi localizado na cena do crime. Fávaro era dono de uma extensa ficha criminal. Além de apontado como um dos líderes do tráfico na V.M, o rapaz era suspeito de envolvimento em uma série de crimes, inclusive homicídios, ocorridos em Maringá.

Em setembro de 2010, Renato foi preso em flagrante de posse de um revólver calibre 38 e um rádio transmissor do tipo HT. Na ocasião, Fávaro contou que estava armado porque estaria sendo ameaçado de morte. Dias antes de ser preso, ele foi alvo de um atentado praticado por quatro homens que ocupavam duas motos na V.M.