Rapaz que atirou em travesti conta sua versão em depoimento na delegacia

Rodolfo da Silva Cuminati, de 34 anos, compareceu no início da tarde desta terça-feira (11) na Delegacia de Homicídios de Maringá para ser ouvido de um crime que é suspeito de ter cometido contra a travesti Rafael Oliveira Rocha, de 26 anos, a conhecida “Pâmela”.

Rodolfo que estava acompanhado de seu advogado disse em depoimento que não teve relações sexuais com a vítima. Em seu interrogatório, o suspeito relatou que a travesti entrou sem autorização em seu carro, uma Fiat Strada. O crime ocorreu no cruzamento das avenidas Herval com Joubert de Carvalho.

Rodolfo confessou que atirou contra a travesti durante uma discussão, depois que ela pegou a chave do carro e tentou sair correndo. O suspeito alega que quando ele parou no cruzamento da Avenida Herval com a Avenida Brasil, e que, quando entrou no carro, começou a obrigar ele a dar voltas com ela na região central da cidade.

O atirador ainda contou que a vítima pediu que ele a deixasse perto de um bar. O homem informou aos policiais que entregou R$ 20 à vítima, e que ela exigiu mais dinheiro, e ele se recusou a dar. O delegado Diego Almeida, ressaltou que a versão dada pelo suspeito sobre o crime não justifica legitima defesa. O caso é tratado pela polícia como tentativa de homicídio.

Rodolfo Cuminati disse aos policiais civis que estava armado com uma pistola calibre 380 porque estaria recebendo ameaças de morte. “Saí de casa para comprar lanche pra mim e para a esposa, quando cheguei no centro, me deparei com a travesti entrando em meu veículo sem minha autorização”, disse Rodolfo.

Após ser ouvido na D.H, Rodolfo foi liberado pelos policiais já que não havia mandado de prisão. A esposa do rapaz também foi ouvida e confirmou que realmente o marido saiu de casa para comprar lanche. O delegado aguarda a travesti receber alta médica para ser ouvida.

“Nós ainda temos que ouvir a versão da vítima, ouvir uma testemunha que estava com a vítima, para saber realmente se o que ele disse bate com a realidade dos fatos”, concluiu o delegado Diego de Almeida, responsável pelo inquérito policial.